"the true cost"

Ontem fui a um evento organizado pela Fashion Revolution Portugal e a Fair Bazaar, que me marcou bastante, e por essa razão decidi partilhar contigo. Sei que este post é um pouco diferente mas fiquei mesmo muito sensibilizada e sinceramente acho que, tal como eu desconhecia, também tu podes não ter a noção daquilo que está por trás da indústria da moda, que é tão desumano e que me fez repensar em todas as vezes que comprei algo, que na verdade não precisava, e era apenas um capricho.
Basicamente é um facto que a roupa, na sociedade em que nos encontramos, é importante, sendo uma das formas pela qual comunicamos. A roupa é a nossa “segunda pele” que nos faz sentir bem e inseridos em determinada sociedade. Gosto de moda, é um facto, o problema é aquilo que a indústria dos dias de hoje, “Fast Fashion”, acarreta.
Muito resumidamente, o consumidor procura preços baixos, as marcas competem entre preços e para além disso têm inúmeras colecções a sair por ano. Para que o consumidor fique feliz, na outra face da moeda, há toda uma desgraça a acontecer, que deve ser não só tida em conta como divulgada!
De modo a conseguirem manter os baixos custos de venda, as marcas têm de procurar mão de obra super barata, em países em desenvolvimento, proporcionando condições de trabalho e salários miseráveis. Inclusivamente, por falta de condições, já se registaram inúmeras mortes de muitos trabalhadores nas fábricas, e graves problema de saúde, devido aos químicos utilizados na produção de roupas.
Paralelamente a isso, os problemas começam logo nos agricultores de algodão, que ao administrarem químicos para uma maior produção, acabam por contaminar o solo, as pessoas que moram nas redondezas e a eles próprios, levando mesmo à morte. Mas não acaba aqui, sabias que a indústria da moda é a segunda mais poluidora do mundo? Afectando a água, o solo e o ar.
Isto é apenas um resumo daquilo que fala o seguinte documentário, que merece mesmo ser visto:“The True Cost” (vê aqui).
Para além do documentário, tive o prazer de ouvir falar sobre este tema, cinco mulheres muito inspiradoras e que tentam ao máximo combater esta situação: Bárbara Leão Carvalho, Cátia Curica, Paula Perez, Teresa Gameiro e Cristiana Costa.
Penso que da noite para o dia é muito difícil mudar drasticamente vários aspectos da nossa vida, que contribuem para situações como os maus-tratos a animais, pessoas e ambiente. Devemos sim, procurar informação sobre os produtos que consumimos, e não comprar nada que na verdade não precisamos.
Sobre este problema da indústria da moda, aquilo que temos de pensar quando pegamos numa peça de roupa com um preço acessível, é no verdadeiro preço daquilo que vamos comprar. Será que compensa mesmo contribuirmos para todas estas situações desumanas e que afectam tanto a nossa única casa, a Terra?
Fica a questão…
Filipa

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